sexta-feira, 5 de junho de 2015

ATUALIDADE: KRIOLAS DERAM A VOLTA POR CIMA E LIDERAM A UTAGA


Olá kriolas, no outro dia a ler o jornal, eu me deparo com um apelo aos jovens cabo-verdianos, feito pela Ministra Janira Almada, assunto esse que foi polémico pelas redes sociais. A nossa Ministra deixou bem claro que vender canja e pastéis seria uma boa opção para contornar o desempreo. Mas, nem de canja ou pastéis se contorna o desemprego, o importante é ser original, criativo e procurar alternativas de acordo com o  mercado.

Hoje vou partilhar com vocês, um projecto, que envolveu, um grupo de kriolas, da faixa etária dos 23-42 anos, que conseguiram dar a volta ao desemprego, e hoje procuram o seu espaço no mercado. Pois é, hoje não temos apenas uma convidada, mas sim temos 9 convidadas,  representadas pela administradora Larissa Livramento. Estou muito contente por poder contribuir para divulgação de projectos, que acima de tudo demonstram garra, força e determinação das nossas mulheres cabo-verdianas. 

De certeza que já reparam em alguns produtinhos nacionais à venda nos supermercados da empresa UTAGA (Unidade de Transformação Agro-Alimentar da Ribeira do Calhau), provenientes da ilha de São Vicente. Universo Kriola em conversa com a representante do grupo, ficou a saber que o projecto que uniu estas 9 mulheres, surgiu através de uma organização internacional (CERAI) em parceria coma IFP (Instituto Formação e Empreo), financiada por uma cooperativa espanhola e por outras associações  locais.
Após, uma formação que decorreu de julho a novembro de 2013, foram seleccionadas 9 mulheres para gerir a UTAGA. As nossas kriolas não mediram esforços, iniciaram a atividade produtiva com o apoio técnico da organização CERAI. Começaram por produzir Picles, Chás e temperos secos (desidratados), pastas diversas (de salsa, coentro, cenoura, beringela, malagueta, alho) e até mesmo patês de queijo. Mas a produção não ficou por aí, a estes, se juntou os doces cristalizados, e também o tradicional doce de papaia, por ser o fruto produzido durante todo o ano. Contudo, devido á saturação do mercado, foram obrigadas a seleccionar os produtos com mais procura.

Larissa Livramento, explica que a aceitação dos produtos no mercado foi excelente, dentro e fora da ilha, pois participaram na feira Agro-negócio na cidade da Praia e foi um sucesso total. Actualmente, encontram-se a trabalhar com mais empenho para garantir o lugar que tem vindo a conquistar no mercado. A produção ainda é limitada ao território nacional, nas palavras da representante do grupo "o segredo é a alma do negócio, mas estamos a trabalhar para conquistar o nosso espaço e poder distribuir para as principais ilhas de cabo verde a nível comercial mas também para introduzir novos produtos".

Relativamente ao processo produtivo, ainda todos os produtos são manufacturados, seguindo as regras de higiene certificadas. Aplicam ao longo da produção técnicas que fazem com que o produto tenha um diferencial em relação aos demais produtos caseiros. Como por exemplo, possuem técnicas que permitem que o produto tenha mais tempo de validade e conservação, sem contar que existe um estabelecimento próprio com equipamentos para o processo de fabrico. 



Espero que tenham gostado... Beijinhosss, até já!!!!